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Divagações sobre o calvário do rubro-negro baiano

O momento é de reflexão. É a oportunidade de se fazer uma minuciosa assepsia dentro do Vitória

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Foto: Reprodução

Por Tiago Queiroz

“Não diga que a canção está perdida / Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida/Tente outra vez…”. Assim escreveu Seixas na celebre canção “Tente outra vez”. A situação desesperadora do Esporte Clube Vitória no Campeonato Brasileiro segunda divisão, com 89% de chances de rebaixamento à Série C, desafiam os versos do roqueiro baiano: em face a atual (e eterna) crise política e técnica do rubro-negro baiano ainda há alguma luz ao fim do túnel? Existe algum tipo de argumento que encoraje o sofrido torcedor leonino, além da natural paixão pelo seu clube, em insistir na torcida pelo improvável?

Já são 7 anos de calvário. Nesse período foram poucos os momentos de paz da torcida rubro-negra. Os chamados cardeais que se digladiam pelo poder no afã de manter o status quo ou sabe-se lá por qual tipo de excluso e tenebroso tipo de interesse, se unem ideologicamente na missão de destruir a centenária instituição. Paulo Carneiro, Alexi Portela, Ademar Lemos, Fábio Mota, dentre outros são responsáveis diretos pelo estado de falência do clube. E não me venham com o estúpido e desonesto argumento de que a culpa a democracia. Ivã de Almeida, Ricardo David e PC foram eleitos pelo voto direto do torcedor e contribuíram sim para instauração do caos administrativo do Leão.

No entanto, o fracasso das citadas gestões não pode ser usado como instrumento de perpetuação dos citados cardeais na direção do Vitória. Não podemos esquecer que o atual presidente, afastado por força de uma decisão judicial, votou à presidência com o apoio e a benção dos que hoje lhe jogam pedras e que se autodenominam abnegados, “salvadores da pátria”.

A democracia salva, e é através dela que os abutres serão definitivamente afastados da vida do Leão. O momento é de reflexão. É a oportunidade de se fazer uma minuciosa assepsia dentro do Vitória. Expurgar definitivamente esses usurpadores e oxigenar com novas idéias e modernidade a gestão do nosso querido clube.

Voltando ao questionamento das primeiras linhas desse texto. É sabido e cantado nas arquibancadas do Barradão que “ser Vitória é não jogar a toalha jamais”. Continuaremos torcendo até que se esvaiam as nossas últimas forças, mas cientes de que independente do que aconteça dentro das quatro linhas lutaremos com todo afinco por mudanças profundas e definitivas na condução daquele que aprendemos a amar.

SRN!

Tiago Queiroz é Jornalista e torcedor do Esporte Clube Vitória.

Fala, Rubro-Negro! é uma coluna de opinião de torcedores. Seu conteúdo é de responsabilidade dos signatários e não necessariamente representa o que pensa o Arena Rubro-Negra.


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