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Edgardo Andrada… el gato

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Goleiro conhecido por muitos como o receptor do gol 1000 de Pelé, Andrada foi mais um dos que fizeram história não somente no Vitória, mas também no futebol brasileiro, tendo atuado debaixo das traves baianas somente no ano de 1976.

 Nascido no dia 21 de janeiro de 1939, na cidade de Rosário-ARG, Edgardo Noberto Andrada era filho de um pintor de ferrovias. Ele chegou a ser carpinteiro e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura. Outrora seu esporte preferido era o basquete, mas ingressou na carreira futebolística em 1960 defendendo o Rosario Central, time de sua cidade. Por quase uma década defendeu o Canalla e enfim transferiu-se para o futebol brasileiro, na intenção de atuar pelo Vasco da Gama. Justamente naquele ano viria a receber numa penalidade o gol 1000 de Pelé, motivo pelo qual foi alcunhado por um radialista de “O Arqueiro do Rei”. Foi somente em 1976 que ele chegou ao Vitória, contratado junto ao seu compatriota Rodolfo Fischer, do Botafogo. O técnico Tim apostou nos dois medalhões e obteve bons resultados no ano.

Anúncio da Revista Placar de 1976 sobre a chegada de Fischer e Andrada ao Vitória.

Naquele ano Andrada viria a desempenhar importantes funções como guarda-redes do Vitória. Defendendo o clube desde o Campeonato Baiano até o Campeonato Brasileiro. Andrada ainda foi o goleiro do memorável amistoso em que o Vitória formou um combinado com a equipe do Fluminense pra jogar contra um combinado estrangeiro.

Andrada como goleiro no combinado formado por jogadores do Vitória e do Fluminense.

Em 1976, por vezes, Andrada dava lugar a outros goleiros como Joel e Williams, mas foi ele o principal arqueiro rubro-negro no ano. Ficou no clube até novembro, quando se deu início ao Torneio José Américo Almeida Filho, hoje, Nordestão. Transferiu-se para o Colón, um time também rubro-negro da cidade de Santa Fe, na Argentina.

Andrada ao lado do compatriota Fischer em dia de treino no Vitória.

Em 2011, Andrada estava trabalhando como coordenador das divisões de base do Rosario Central e foi acusado de ser um dos agentes da ditadura militar argentina. O ex-goleiro chegou a ir preso de forma preventiva para ser julgado pela morte de dois militantes do grupo Montoneros e alegou não ter feito parte dos assassinatos, mesmo ele tendo confirmado que foi integrante do Exército. Faleceu neste ano, no dia 4 de setembro, aos 80 anos.


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