Início Colunas Memórias do Leão O dia em que Vitória e Fluminense formaram um só time

O dia em que Vitória e Fluminense formaram um só time

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Da esq. pra dir. em pé: Andrada, Carlos Alberto Torres, Pintinho, Joãozinho, Altivo e Rodrigues Neto; agachados da esq. pra dir: Osni, Rivelino, PC Caju, Fischer, Dirceuzinho e o massagista Gaguinho.

Presidido por Alexi Portela, no ano de 1976, o Vitória possuía em seu elenco dois atletas provindos do futebol carioca. Tratava-se dos portenhos Rodolfo Fischer e Edgardo Andrada. O primeiro era atacante, estirpe de matador e havia chegado do Botafogo pra trazer experiência ao time. O técnico Tim também apostou na vinda do goleiro, ex-Vasco da Gama, que havia sofrido anos antes o milésimo gol de Pelé. Além deles, Osni, atacante que já possuía anos figurando na titularidade da equipe rubro-negra, havia jogado no Madureira e Olaria.


 Por mais que estes atletas tenham feito seu nome vestindo a camisa de outros clubes, naquele ano o Vitória viria a se juntar em campo com a equipe do Fluminense, time que conquistou o primeiro campeonato nacional da década. Tratava-se de um jogo amistoso, onde o rubro-negro enfim findaria uma união com um clube tricolor. A partida veio a ocorrer no dia 13 de junho, e o adversário seria um combinado estrangeiro. A Fonte Nova seria palco de um dia emblemático na história do Esporte Clube Vitória.

 Acontece que na ocasião todo os atletas jogaram de vermelho e preto contra os estrangeiros. Ou seja, jogadores de ponta como Rivelino e Paulo Cézar Caju acabaram por usar o manto rubro-negro no embate contra um time que continha o goleiro ex-Bahia, Buttice, e o ponta Doval, ex-Fla e Flu.

Rivelino com a camisa rubro-negra na partida contra o combinado estrangeiro.

Dessa forma, o jogo começou a decorrer na Fonte Nova. No jogo recheado de gringos, o primeiro gol veio aos 27′ da primeira etapa, quando o meia espanhol Amancio – apelidado de ‘El Brujo’ – balançou as redes a favor do time estrangeiro. O Combinado Vitória/Fluminense veio a responder 43′, quando Osni deixou tudo igual. Foi na volta para o segundo tempo que o escrete nacional deu nova resposta, dessa vez o tento foi assinalado por ninguém menos que Rivelino, com cinco minutos de jogo decorrido. O desfecho do placar se deu dois minutos depois, quando Osni, novamente marcou e garantiu o triunfo Leão da Barra com o Tricolor das Laranjeiras.

 Em setembro daquele ano, Vitória e Fluminense voltariam a se encontrar. Dessa vez pra se confrontarem pelo Brasileirão. Em pleno Maracanã, o rubro-negro abateu o tricolor pelo placar mínimo de 1 a 0. Gol marcado pelo argentino Rodolfo “El Lobo” Fischer.

Súmula do jogo: Combinado Vitória/Fluminense 3 x 1 Combinado Estrangeiro
Data: 13/06/1976
Estádio: Fonte Nova
Renda: Cr$ 479.280,00
Árbitro: Armando Marques
Combinado Vitória/Fluminense: Andrada (Renato); Carlos Alberto (Uchoa), Joãozinho, Altivo e Rodrigues Neto (Jorge Valença); Pintinho (Leo) e Paulo Cézar Caju; Osni, Rivelino, Fischer e Dirceuzinho (Valdo);
Combinado Estrangeiro: Buttice; Ropero, Paollino, Freitas e Cardoso; Brindisi e Kuntz; Amancio, Doval, Dogliani e Guernice (Cristiani);
Gols: Amancio (27′), Osni (42′), Rivelino (50′) e Osni (52′)


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