Fábio Mota critica forma da proibição das bets e aponta impacto milionário no Vitória

O presidente do Vitória, Fábio Mota, criticou a forma como foi implementada a proibição da publicidade das casas de apostas no futebol brasileiro. Em entrevista à Baiana FM, o dirigente afirmou que a principal reclamação do clube está na ausência de um período de transição para os contratos existentes.

Segundo Fábio Mota, uma mudança semelhante realizada na Premier League contou com um período de adaptação de um ano.

“Eu acho que, da forma que foi feita, açodadamente, é que a gente vem criticar a forma como foi feita. Isso foi feito na Premier League, eles deram um ano para adaptação. Não tô defendendo a Bet, repito, eu acho que a forma que foi feita foi equivocada e virou terra arrasada para os clubes brasileiros, para o Vitória, que tinha esse contrato”, afirmou.

O presidente também relatou que a medida provocou impacto imediato no fluxo de caixa do Vitória. Segundo ele, os contratos foram interrompidos sem possibilidade de recebimento de multa ou rescisão.

“De uma hora para outra, você acorda no outro dia, esse contrato foi extinto. E da forma que foi feita pelo Governo Federal, não permite que você receba nem a multa, nem a rescisão do contrato da Bet.”

De acordo com Fábio Mota, o Vitória deixará de receber R$ 2,5 milhões por mês neste fim de ano. O dirigente também citou R$ 10 milhões que deixaram de entrar e projetou um impacto de R$ 45 milhões em 2027.

“O Vitória perde 2 milhões e meio mês nesse fim de ano, certo? Como não recebemos o mês passado, 10 milhões, e o ano que vem um rombo de 45 milhões”, declarou.

Fábio Mota afirmou ainda que os clubes não foram informados previamente de que haveria uma proibição nos moldes adotados.

“Todas as reuniões que nós tivemos com o Governo Federal, hora nenhuma ninguém disse que ia acabar com a Bet.”

O dirigente também destacou que o impacto não está restrito ao espaço de maior exposição nos uniformes. Segundo ele, as receitas das casas de apostas superavam os valores de outros contratos comerciais e também estavam presentes nas placas de publicidade dos estádios.

“O patrocínio da camisa é muito menor do que o patrocínio da Bet. Os clubes brasileiros têm contrato de patrocínio das camisas e têm dinheiro das placas de estática, aquelas placas que fazem as propagandas ao redor do jogo.”

Com a perda das receitas previstas, o Vitória terá que rever o planejamento financeiro. Na mesma entrevista, Fábio Mota afirmou que a venda de jogadores passou a ser uma das alternativas consideradas pelo clube para compensar parte do impacto nas contas.

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Ítalo Oliveira
Ítalo Oliveirahttps://arenarubronegra.com
Fundador do Arena Rubro-Negra, engenheiro de produção e pós graduado. Apreciador da cerveja gelada do Barradas! DEUS ME LIVRE NÃO SER VITÓRIA!

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