Os erros não são mais pontuais. Já viraram padrão.
Depois da polêmica contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, o Esporte Clube Vitória voltou a ser diretamente prejudicado pela arbitragem — desta vez no Campeonato Brasileiro, contra o Athletico Paranaense.
E não dá mais para tratar como coincidência.
Em sequência, decisões absurdas: agressões ignoradas, expulsões que não vieram e um pênalti simplesmente inexistente validado. Tudo isso sem sequer revisão do VAR. Nenhuma. Zero.
O roteiro se repete: o Vitória faz sua parte, compete, cria, e vê o resultado escapar por erros que, hoje, são injustificáveis no futebol profissional.
E aí surge o debate que muita gente tenta desqualificar: é “chororô”? Não. São fatos.
Há uma sensação — cada vez mais difícil de ignorar — de que, na dúvida, a balança pesa contra clubes fora do eixo Sul-Sudeste. E isso não nasce de um jogo isolado, mas de um acúmulo histórico.
Enquanto isso:
- Jogadores e técnicos são punidos por reclamar
- Dirigentes cobram e nada acontece
- Árbitros seguem protegidos, sem dar explicações
- E até hoje, por exemplo, o áudio do VAR de Flamengo x Vitória não foi divulgado
Quem responde por isso?
O futebol virou um ambiente onde quem erra menos é punido, e quem erra mais segue blindado.
A indignação já ultrapassou dirigentes e jogadores. Está chegando no torcedor — e com força. Tem gente abrindo mão até de acompanhar o futebol brasileiro.
Isso é gravíssimo.
Se há algum caminho para mudança, ele passa por pressão coletiva. União dos clubes, especialmente do Nordeste, e cobrança real por transparência e responsabilidade.
Porque do jeito que está, o jogo não tem sido decidido só dentro de campo.
E isso, simplesmente, é inaceitável.
Texto enviado pelo jornalista Evilásio Junior
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