Início Colunas Memórias do Leão Paulinho… o ponta gaúcho de 80

Paulinho… o ponta gaúcho de 80

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No ano de 1980 o Vitória contou com diversos jogadores para alcançar a reconquista do Campeonato Baiano, título que não obtinha desde 1972. Dentre eles, pode-se citar Paulinho, jogador da ponta-esquerda provindo do Sul e que havia defendido o Sport. No ano da conquista do estadual ele atuou no ataque ao lado de Wilton e Zé Júlio.


 Paulo Andrade, conhecido dentro das quatro linhas como Paulinho, nasceu no dia 28 de março de 1955 na cidade de Esteio-RS. Foi revelado pelo Grêmio no ano de 1971, em seguida obteve passagens pelo Cruzeiro-RS (1972-75), Seleção Gaúcha (1976) onde fez uma excursão na América Central. Jogou no Sport em 79 e no ano seguinte chegou na Bahia para a disputa do Campeonato Baiano que teve início no mês de Maio.

A estreia de Paulinho como titular aconteceu no dia 28 de Setembro, num jogo contra o Atlético de Alagoinhas no estádio Antônio Carneiro. O triunfo ficou pro time adversário por 3 a 2, e na ocasião o gaúcho marcou um dos gols rubro-negros, já o outro foi assinalado por Tadeu Macrini. Sendo assim, o ponta se firmou na titularidade e disputou em seguida uma partida contra o Leônico que ficou empatada em 0 a 0 e um BaVi que resultou em 1 a 1.

 Após isso, consolidou-se titular com o técnico Carlos Frôner no comando, e o Leão da Barra obteve resultados importantes. Um 3 a 0 contra o Redenção e depois quatro jogos seguidos vencidos pelo placar de 1 a 0 com sua participação (contra o Leônico, Galícia, Bahia e Galícia). Sendo o último válido pela final do Campeonato Baiano, seu xará Paulo Maurício marcou o gol que acabou com o jejum.

Paulinho ainda guarda o retrato do time do Vitória campeão em 19890. Na imagem vemos em pé: Bagatini, Paulo Maurício, Edson Silva, Amadeu, Válder, Zé Preta, Marquinhos e Pavão; Agachados: Wilton, Zé Júlio, Alberto Leguelé, Tadeu Macrini, Carlinhos Procópio, Paulinho, Xaxá e Zé Roberto.

Continuou na equipe no ano seguinte para a disputa do Campeonato Brasileiro. O Vitória estreou vencendo o Londrina por 3 a 1 na Fonte Nova. Após alguns jogos com Lanzoninho no comando, Paulinho voltou a atuar num confronto contra o Joinville no dia 7 de fevereiro, que ficou 1 a 1. No jogo ele entrou no lugar de Anílton que marcou o gol do decano. O ponta seguiu como titular no jogo contra o Internacional que ficou no 0 a 0, deu lugar a Valdo na partida.

O Vitória chegou na segunda fase do Brasileirão e seu primeiro adversário foi o Paysandu. Paulinho participou do confronto que ficou empatado em 1 a 1 e dessa vez foi substituído por Marquinhos. Logo em seguida veio um jogo memorável. 2 a 1 para o rubro-negro diante do Fluminense em pleno Maracanã. Novamente fora de casa o clube perdeu para a Portuguesa no Canindé e foi o gaúcho que marcou o gol de honra. Depois desse alto e baixo o adversário foi o Paysandu no Mangueirão e Paulinho marcou o gol da vitória. A despedida leonina da competição aconteceu apenas nas oitavas-de-finais. Recebeu o Grêmio na Fonte Nova e venceu por 2 a 1, mas acabou derrotado no jogo de volta por 2 a 0.

O ponta sendo entrevistado antes de um jogo na Fonte Nova.

Hoje Paulinho vive no distrito de Ingleses do Rio Vermelho, em Santa Catarina. Ele chegou a jogar ainda no Baianão de 1981 e no início do ano seguinte foi vendido para o Juventude.

“Lembro do Bebeto, tinha 15 anos. Raquítico.” (sobre o jogador Bebeto quando ainda era da base)
“Gente boa. Pênalti da decisão foi nele.” (sobre o ponta-direita Wilton)
“Fiz um belo gol contra a Portuguesa. Deixei dois deitados. Belo gol, este eu não esqueci.” (sobre seu gol no jogo contra a Portuguesa no Canindé)
“Tenho a camisa e a faixa até hoje. Faltava um minuto e a torcida invadiu e roubou nosso fardamento todo, ficamos só de sunga. Fomos para a Igreja do Bonfim, muita festa. A melhor que eu já passei, que torcida meu.” (sobre a decisão do Baianão de 1980)


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