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Derrota de um time camaleão: Desse jeito, vencer será impossível

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Todo mundo viu o mesmo jogo. Este Vitória de ontem foi a personificação do que ele é ao longo, principalmente, desses 4 últimos anos: alegria momentânea e decepção. Vivemos neste ciclo e parece que estamos presos no mito de Sísifo.

É frustrante, porque a gente mostrou possibilidades de vencer o jogo. Quando jogamos, eles sentem. Estamos perdendo com frequência, justamente pelo fato de não fazer o simples, que é jogar futebol. Os atletas sabem quando o adversário está vulnerável. Por que eles sentiram o primeiro tempo? Óbvio, nosso time mostrou que tinha ido para vencer. Teve postura.

E aí o que acontece no segundo tempo? Completamente o contrário. Em um mundo normal, no mínimo, o que está dando certo, deve ser mantido, que não seja 100%, já que sabemos que existe o outro time e eles têm os seus méritos. Era claro que iam pressionar, porém se é tão cristalina essa água, naturalmente, precisávamos de um antídoto.

Antes da virada, a jogada já havia sido cantada algumas vezes. Isto é, não precisa ser técnico ou jogador para fazer essa leitura. Se fosse bate rebate, bola parada, um chute de longe, menos mal, mas não, o gol teve plano de texto, rascunho e definitivo. Assim, sinceramente, não dá.

Não tem a ver apenas com investimento. Isso diz muito mais sobre estratégia. Perder é do jogo, no entanto, ser derrotado em meio a um contexto tão favorável não faz sentido nenhum. Os caras saíram vaiados para o intervalo e tomando um a zero. A pressão é de quem? E isso não foi do nada, ocorreu porque o Vitória fez isso acontecer. Porém, de nada adiantou, uma vez que tudo foi jogado no lixo no momento em que o árbitro apitou pela primeira vez no segundo tempo.

Fim de papo. E o pior é que as expectativas para o próximo não são boas. Agora, é tentar a permissão para as duas torcidas no estádio, vai que com esses caras tendo a gente ali, essa sina cai por terra, porque com a gente já é difícil, mas sem, parece impossível.

Avante, meu Leão!


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