
Tudo normal em Salvador. Como é gostoso começar um texto com essa frase, hein? Na verdade, como é bacana iniciar a semana deste jeito: vitória do Vitória, sorriso no rosto, primeira parte da tabela e uma ‘goleada’. Calma, estou falando da goleada de um a zero que demos no Mirassol. Porém, estamos falando do E.C. Vitória, logo, algo precisa acontecer para movimentar tanta positividade.
Antes de qualquer coisa, é necessário destacar a partida interessante que fizemos no primeiro tempo. Depois de algumas chances criadas, conseguimos, com uma trivela sensacional do nosso capitão, balançar as redes do Barradão de modo plástico. Que golaço!
No segundo tempo, entretanto, baixamos as linhas cedo demais. Percebi que foi algo inato. O Mirassol teve a bola durante grande parte da etapa final, contudo, quem criou as melhores oportunidades fomos nós. E, assim como aconteceu em outros jogos, não fomos efetivos para matar a partida e tranquilizar o coração do torcedor, que precisou sofrer até o apito final.
Não é fácil, né, seu Renzo? Realmente, para que a bola chegue limpa para os nossos ‘camisas 9’, temos que fazer a partida perfeita. O problema é que, quando o próprio atleta cria a chance, ele mesmo faz questão de se sabotar. Se ele dá uma cacetada e perde o gol, entenderíamos que houve, no mínimo, a finalização. Mas quando tenta enfeitar em um contexto completamente adverso, o resultado é apenas um: rejeição máxima. Faz o fácil, pai!
Além disso, deu para perceber o porquê de o meu antigo volante não estar entrando. Muita preguiça (talvez involuntária pelo fato de estar sem ritmo, mas é nesses jogos que a fome precisa falar mais alto). Por outro lado, pudemos notar em Camutanga uma postura mental extremamente forte. Começou mal demais, com dois erros seguidos, contudo resistiu, não se abalou e virou um ‘leão com raiva’ na sequência do jogo. Isso não é para todo mundo. Parabéns, Camu!
Por fim, vencemos. Daquele jeito, mas vencemos um time muito chato, independentemente da fase. Foi realmente a famosa ‘goleada de um a zero’ que Léo Condé nos ensinou muito bem quando esteve por aqui. Que venham mais finais de semana como esse e menos segundas como esta: W.L. e Flamengo.
Avante, meu Leão







