Rapaz, que agonia, viu? Até para dar uma goleada tem que ser desse jeito. Quem diria que para fazer 6 gols seria necessário se estressar muito primeiro? O torcedor do Vitória. Ah, pode ter certeza.
Exceto na partida contra a Juazeirense pela Copa do Nordeste, no Barradão, o Vitória entrou desligado em todas as partidas. Parece que os jogadores já entram em um marasmo de achar que podem ganhar a qualquer momento, mas ontem foi demais. Além, claro, da boa partida do adversário, o nosso time estava errando absolutamente tudo. Tanto é que levou dois gols merecidos.
Felizmente, por conta de individualidades, conseguimos finalizar o primeiro tempo — mesmo jogando mal — com um 2 a 2 e um jogador a mais. Com isso, a esperança de um placar mais elástico veio à tona, porém, como se trata de Vitória, a desconfiança ainda era clara no estádio.
Entretanto, com as mudanças necessárias logo no primeiro momento, o nosso bom e novo atacante, Renê, no seu segundo toque na bola, tratou de virar a partida e clarear o caminho para uma vitória serena. E foi, de fato, o que ocorreu. Após mais uma expulsão adversária por uma entrada feia, o campo ficou livre e fomos efetivos, com direito a gol de “velotrol” do nosso vovô, que merecia muito. Encaminhamos, portanto, a vaga para as finais do torneio.
Sensação curiosa ontem. Estresse máximo por complicar um jogo que não parecia ser fácil, mas que também não demonstrava ser uma grande dor de cabeça, e alívio por destravar mais uma fase do campeonato com muitos gols. Terminamos a quarta de Copa do Nordeste suaves na nave ou, melhor dizendo, extremamente próximos da grande final.
Avante, meu Leão!

