De virada é mais gostoso. Em um típico jogo de final de campeonato, o Vitória começou a partida perdendo, mas reverteu o resultado e colocou uma mão e meia na taça da Copa do Nordeste. Pés no chão, concentração e vamos para mais uma guerra no sábado.
A partida no primeiro tempo demonstrou o nervosismo e talvez até o cansaço das duas equipes. Os dois elencos estavam sem muita criatividade, mas, ainda assim, as melhores chances foram criadas pelo Vitória. O time só não abriu o placar — mesmo fazendo um jogo mais ou menos — por causa do goleiro João Ricardo e também por falta de capricho.
No segundo tempo, depois de uma cochilada no meio de campo, o bom jogador Vitinho acertou, novamente, mais um chute forte e acendeu em nossas memórias aquele Vitória medroso e sem confiança das partidas fora de casa no início da Série A. Isso porque passamos a errar muito mais do que o normal e a entregar a bola com muita facilidade para o adversário, que sentiu o bom momento e foi para cima. E aí, eles erraram.
Claro, uma vez que subir as linhas contra o colossal é pedir para ser agredido. E então, em um belo lançamento de Arcanjo, Renê foi puxado. O jogador Ronald foi muito bem expulso, dando forças, assim, para o iminente empate e a virada.
E desse jeito aconteceu. Primeiro, com mais uma boa marcação da arbitragem, Kayser converteu nas redes tricolores e executou a lei que mais funciona no país. A virada era questão de tempo e veio. Em um pombo na asa branca (bola da Lampions), um argentino canhoto mostrou que, para ser campeão do Nordeste, não carece ser brasileiro. Golaço de Tarzia e mais uma participação dessa grata surpresa.
Por fim, vale enaltecer o esforço desses jogadores que, como pedíamos, têm se entregado e vêm demonstrando isso de todas as maneiras possíveis. Valeu, Caíque. Obrigado, Ramon. Vocês personificaram o sentimento de ser Esporte Clube Vitória ao resistir até quando possível para honrar o manto.
Agora, podem deixar com a gente. Agora, é no Estádio Manoel Barradas. A parte de vocês está feita, iremos, no sábado, jogar uma pá de cal e, se tudo der certo, levantar a orelhuda.
Avante, meu Leão!

