Sem sangue e sem padrão: a inadmissível superioridade numérica inútil do leão

O resultado não surpreende. Este é o Vitória fora de casa desde que o ano começou. A postura no 11 contra 11 também não. Mas, a partir daí, classificando na volta ou não, o que ocorreu ontem nunca será esquecido.

Na hora, veio à mente o time de Tiago Carpini, que, quando o adversário tinha um jogador a menos, não sabia usar a superioridade numérica a seu favor. Isso, claro, torna-se um grave problema no instante em que percebemos que não há mecanismos ofensivos para furar bloqueios.

É inadmissível assistir a uma partida em que o adversário, com um jogador a menos, se doa mais e joga melhor do que a gente. E logo o Vasco, que está jogando três competições ao mesmo tempo. Não quero tirar o mérito do adversário, contudo aqui há mais demérito de um do que o contrário. Os atletas não sabiam o que fazer com a bola e rapidamente o Vasco da Gama entendeu isso. Logo, sentiu o cheiro de sangue. Esquece. “Vou me atirar, pois este time não me agride.” Isso fica muito claro.

Não sei o que está acontecendo internamente, mas algo precisa ser dito. Deve haver alguma explicação para este pífio retorno não só tático, mas técnico e anímico. Estão querendo derrubar Jair ou de fato não há estratégias?

Não sei o que será feito, mas eu posso dizer isso; meu técnico não. Então, na prática, algo precisa vir à tona. O torcedor não pode ser feito de idiota como está. Foram duas lapadas ridículas na semana, e o pior é que ela ainda não acabou.

Avante, meu Leão!

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Brener Pereira
Brener Pereira
Professor, educador e apaixonado pelo Esporte Clube Vitória.

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