Mas vá embora, antes que a dor machuque mais meu coração… É, meu filho. De novo, novamente. Fazer o que se é assim? Vida louca cabulosa, o cheiro é de pólvora e eu prefiro rosas. Na real, sou fã das vitórias.
É cansativo em demasia aparecer aqui para repetir as mesmas coisas. Não há fato novo. Na verdade, parando para pensar, até há: derrota dentro de casa. Contudo, isso infelizmente estava desenhado desde o início do ano, quando os resultados positivos fora de casa não vinham e o peso todo chegava para as partidas em nossos domínios. Infelizmente, o torcedor cansou, e com razão. Confesso que, embora ciente de que o papel do torcedor é torcer, quando não há respostas e ocorre uma queda drástica de rendimento, fica mais do que complicado.
Na boa, se nem eles sabem explicar, quem sou eu para me arriscar? O negócio agora é aceitar os fatos: entramos de vez na luta contra o rebaixamento pelo terceiro ano consecutivo. E nem venha me falar em parte de cima da tabela, porque não tem nenhum ignorante aqui.
É rezar para que ninguém mais se machuque e pegar a receita do Vasco da Gama, que joga três competições na reta final do ano e sobra fisicamente. O curioso caso do time que tem uma semana de intervalo de um jogo para outro — o sonho de qualquer equipe — e morre em todas as segundas etapas dos jogos.
Nem a boa fase de alguns atletas consegue nos colocar numa posição competitiva, porque quando começa o segundo tempo, nada mais pode ser feito. Estamos todos de mãos amarrados, completamente à deriva.
Enfim, vá descansar, porque amanhã você trabalha cedo. Aproveite mais uma semana — ou melhor, duas — de muita lamentação, frustração e decepção, preocupado com a permanência na Série A e sendo “alugado” diariamente. É isso mesmo que você merece.
Avante, meu Leão!

