O Vitória mantém a previsão de iniciar as obras da Arena Barradão no fim de janeiro. Em entrevista à Baiana FM, o diretor de patrimônio do clube, Iuri Mattos, afirmou que a licença ambiental já foi obtida, enquanto o alvará de construção segue em tramitação na Prefeitura de Salvador.
Segundo o dirigente, o clube entregou os estudos de impacto no trânsito e na vizinhança solicitados durante o licenciamento. A expectativa é receber o alvará nas próximas semanas, concluir os projetos complementares e reunir as condições para começar a obra.
“A boa notícia é que a gente já tem a licença ambiental, que é uma etapa importante para iniciar a obra. A gente acredita que, nos próximos dias, esteja com o alvará em mãos”, afirmou.
Mattos explicou que, após a assinatura do contrato com o grupo de investidores, em maio, começou o detalhamento do projeto arquitetônico. Paralelamente, estão sendo desenvolvidos os projetos de estrutura, fundação, cobertura, instalações elétricas e hidráulicas, entre outras áreas.
“Nossa previsão é final de janeiro. A gente ainda está cumprindo esse cronograma e, no final de janeiro, já iniciar a nossa tão sonhada arena”, declarou.
O projeto prevê mudanças no setor onde atualmente ficam a imprensa e o lounge, com a construção de um prédio que reunirá camarotes, museu e restaurantes. Também estão previstos cobertura nas laterais, novos camarotes e um mirante em uma das lajes.
O fechamento do anel de arquibancadas deverá ampliar a capacidade do estádio, mas Mattos não informou o número final de lugares na entrevista. O dirigente também destacou melhorias em banheiros, elevadores e acessibilidade, além de serviços por aplicativo, como entrega de alimentos no assento do torcedor.
A previsão apresentada pelo diretor é de três anos de execução. Durante esse período, o Vitória pretende continuar mandando jogos no Barradão, embora a redução de capacidade em determinadas etapas possa levar o clube a buscar outra praça esportiva.
“A princípio, o nosso desejo é que a gente consiga manter o Barradão. Se percebermos que precisamos mandar jogos em outros locais, vamos realizar”, explicou.
Mattos ressaltou que a decisão dependerá das condições da obra e da demanda de público. Segundo ele, a construção de um dos prédios reduzirá temporariamente a capacidade, o que exigirá uma avaliação da diretoria para partidas de maior procura.

