A Portuguesa SAF afirma que o Vitória tem R$ 2 milhões em parcelas vencidas pela aquisição de 50% dos direitos econômicos de Renê. Em documento divulgado para responder às declarações de Fábio Mota, o clube paulista detalha os pagamentos, o encontro de contas envolvendo Daniel Júnior e a reclamação apresentada à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
Segundo a nota, o valor principal em atraso corresponde a duas parcelas, vencidas em 1º de setembro e 1º de outubro de 2026. Existe ainda uma prestação de R$ 904 mil, prevista para 1º de novembro, sobre a qual incide uma compensação de R$ 625 mil relativa a Daniel Júnior. A diferença a pagar nessa data seria de R$ 279 mil.
Encontro de contas já previsto
A Portuguesa sustenta que a compensação foi acertada no documento de compra de Renê. “Também ficou acertado e previsto contratualmente que, da última parcela de pagamento de Renê, no valor de R$ 904 mil, seriam abatidas as parcelas de Daniel Júnior referentes ao período de junho a outubro de 2026, totalizando R$ 625 mil”, informa.
O clube paulista afirma estar em dia com os compromissos por Daniel Júnior. As parcelas restantes, de R$ 125 mil mensais, venceriam entre 30 de novembro de 2026 e 30 de abril de 2027.
Histórico da negociação
A nota reconhece que a Portuguesa atrasou pagamentos por Daniel Júnior no início de 2026. No fim de março, o Vitória contratou Renê por empréstimo por R$ 700 mil, valor que, segundo a Lusa, não foi pago. Em maio, quando houve a compra de metade dos direitos do atacante por 1 milhão de euros, os clubes formalizaram uma compensação entre o empréstimo e as parcelas então vencidas do meia.
Cobrança e pedido à Anresf
A Portuguesa diz ter enviado notificação extrajudicial em 2 de outubro e recebido a promessa de pagamento até o dia 13, sem que a quitação ocorresse. A reclamação na Anresf foi protocolada em 14 de outubro, segundo o documento.
O clube também reafirma ter solicitado a proibição de Renê atuar pelo Vitória enquanto persistir a inadimplência: “A Portuguesa reafirma, ainda, que solicitou à Agência reguladora a proibição de atuação do atleta Renê pelo Vitória enquanto permanecer a situação de inadimplência”. A nota relata um pedido e não apresenta decisão que impeça o jogador de atuar.
A instituição nega ter recebido nova proposta formal de encontro de contas e afirma que as tentativas de contato por telefone e mensagens não tiveram resposta desde 28 de setembro. Ressalva que houve resposta por e-mail em 6 de outubro.
Por fim, a Portuguesa argumenta que o primeiro atraso, em 1º de setembro, antecede a medida provisória sobre apostas citada na discussão financeira. O clube declara permanecer aberto a uma solução amigável, “sem abrir mão da defesa de seus legítimos direitos”.

