90 minutos no Barradão é muito tempo. E você não pode dizer o contrário, porque as provas vêm ocorrendo em tempo real. E não, não há aleatoriedade. Isto se chama: Estádio Manoel Barradas.
Mais uma noite mágica neste lugar tão especial. São nessas horas que fico com o pé atrás em relação à arena. É verdade. Nós não podemos, em hipótese nenhuma, perder o que temos de melhor.
Uma vibração tão forte que a câmera balançou absurdamente na hora do primeiro gol de Renê, que se redimiu e fez dois gols extremamente importantes para a nossa classificação.
Viu que é possível? Torcedor, você tem feito a sua parte e isso é indiscutível. Fale sério aí: o Vitória poderia até ser desclassificado ontem, mas da maneira que entrou — a começar pela escalação, postura, sede e fome —, já estaríamos satisfeitos. É só isso. A gente cobra porque vive o clube e sabe que podemos mais.
Fique retado mesmo, se incomode, vire na zorra, mas mostre em campo que quer. Claro, tem a querência e a eficiência. Além disso, tem noite de Barradão, né? Sejamos sinceros. Lucas Arcanjo, muito obrigado. Esse é o cara. Provou que ser anjo às vezes é melhor que ser santo, ou que os santos priorizam, por motivos óbvios, o nosso estado.
Quando aquela sequência de escanteios não balançou as redes, na hora veio à mente: hoje não. Hoje é, mais uma vez, dia de Esporte Clube Vitória.
Pois bem, Brasil, nos aplauda mesmo. Viramos uma partida contra o terceiro colocado do Campeonato Brasileiro e eliminamos mais um favorito ao título. Se forem deixando a gente chegar, não sei não, viu? Vai ser o “pirão” do contra-ataque, como nosso presidente falou. Raiai.
Parabéns pelo jogo, atletas e comissão. Vocês foram impecáveis. Seguros. Minha zaga anulou o melhor atacante do momento. Minha meiuca numa vontade e depois com a entrada de Zé Vitor numa tranquilidade imensa. Os senhores Fabri e Mário Sérgio colocaram a pá de cal com muita emoção que foi iniciada e desenvolvida pelo trio da furança: Erick, Kayser e Renê.
No mais, torcedor, só te digo uma coisa: sonhe e aproveite.
Avante, meu Leão!

