Não há segredo. Há mais do mesmo. E como há. Sabe o que há também? Falta de respeito com o torcedor. Não é possível que, depois de tantos dias parados, o time não apresente um sinal de melhora quando joga fora de casa.
É a mesma coisa de sempre. O Vitória não ataca; ele apenas se livra da bola. A nossa melhor e única oportunidade veio de um chutão. Poderia mudar o jogo? Sim. Mas é só isso que temos a oferecer? Sim. É com muito pesar que afirmo isso, até que provem o contrário. Só não tive mais pena de Renê correndo de um lado para outro sem ter o que fazer, porque o gol que ele perdeu não dá a ele o direito de reclamar de absolutamente nada.
Defensivamente, um verdadeiro mangue. Vou listar: Cacá, Brítez, Luan Cândido, Fabinho, Ramon, Caíque, Baralhas e Martínez. Mesmo com a qualidade do adversário, é para o meio de campo estar sempre esburacado assim? Você sabe a resposta. Claro que não. Mas, calma, Jair Ventura vai te responder. Mentira. Sinto te dizer, ele não vai.
Agora, por qual motivo? Porque ele não sabe. Mas você pode me dizer que os atletas também têm responsabilidade. Ah, como têm. Não existe confiança. “Chutão para frente” toda vida. Entrar pensando em não perder anula ou reduz de modo absurdo a chance de ganhar. Isto é, coloque três zagueiros, três volantes, quatro atacantes, dois goleiros e sofra, pois é o que fazemos quando saímos do DDD 71.
Não tenho mais repertório vocabular e de conhecimento, sinceramente, para uma postura repetitiva, cansativa, chata, truncada, inoperante e teimosa. Se todos já viram e não há mudança, qual o próximo passo? Entender que não pode perder para o líder no Barradão.
Vida que segue e Barradão de novo na quinta-feira. Ainda nos deixaram vivos; portanto, o jogo segue aberto. Agora é com a gente.
Avante, meu Leão!

