É impossível sonhar com algo a mais se não tivermos uma postura digna fora de casa. Isso não vai apenas para a conta de Jair Ventura. Perder fora de casa e recuperar no Barradão é histórico, exceto no ano de 2017, quando o processo foi invertido. Logo, para ter aquilo que queremos, precisamos mudar com urgência esse perfil.
Começamos a partida tentando abafar o adversário, e isso ficou nítido pela quantidade de vezes que eles tiveram a necessidade de recuar a bola para o goleiro. O problema é que, com a bola no pé, pouco agredimos. Às vezes parecia que ela estava queimando no pé. Só que o Botafogo deu brechas para a gente ir além, mas faltou avisar aos caras. Depois disso, acabou. O Vitória melhor organizado sumiu no primeiro tempo.
No segundo, com as mudanças no intervalo, o que já estava mais ou menos piorou. No entanto, não foi uma piora leve, foi papo de não existir jogo por nossa parte. Apenas um time jogou na noite de ontem, e não foi o Vitória. Se não fosse, mais uma vez, por um tal de Lucas Arcanjo, viajaríamos para o norte com a sacola cheia e com muito mais pressão para enfrentar um adversário que está na zona de rebaixamento. Obrigado, Lucas. Que bom que você é nosso.
Por fim, vale sinalizar que, para o campeonato regular que desejamos e pelas circunstâncias da partida, este ponto precisa ser valorizado em demasia. Não merecemos sequer pontuar, mas que ótimo que o futebol não tem a ver com merecimento em sua totalidade. Uma única peça, seja ofensiva ou defensiva, pode se destacar a ponto de garantir mais um pontinho para nós. Seis pontos do G-4, seis pontos do Z-4. Vamos nessa, domingo tem de novo.
Avante, meu Leão!

