O Vitória resiste: a mística do Barradão

Ser Vitória é resistir. Guardei essa frase, que foi pensada ontem, enquanto o nosso argentino Tarzia balançava as redes do Manoel Barradas aos 51 minutos do segundo tempo, depois de um jogo extremamente tenso.

Verdade. Quem foi à partida ou assistiu aos melhores momentos pela televisão viu a sequência de ataques mal efetivados pelo adversário. Mas eu disse no pré-jogo: somos a semente dos deuses dos caras. Não foi preciso jogar muito para alcançar os três pontos.

O Barradão é diferente. Desculpa. A cada jogo que passa isso fica mais evidente. A questão é que vai ganhando mais notoriedade a partir do instante em que temos, no Brasileirão, apenas uma derrota. Jogando mal ou bem, no caldeirão, o Vitória apenas vence.

E ontem não poderia ser diferente. Não adianta secar, o colosso em apenas duas bolas matou o jogo. Parafraseando @paulo.analista, não adianta chegar aqui e ter mais posse ou dominar o jogo, para ganhar aqui, tem que ter… Foi mais ou menos isso que o homem das análises lançou. E ele mentiu? Não.

A força, de fato, vem da torcida. Vem de mais uma assistência de Erick, que estava apagado no jogo. Vem de uma excelente movimentação de Renê, que no meio da zaga completa do Inter, puxou um peixinho digno de Van Persie em tempos de Copa do Mundo. Vem da fominhagem de Tarzia, que poderia tocar de lado, porém chamou a responsa e fechou o caixão do Colorado. Portanto, casas de apostas, podem continuar colocando valores altos quando jogamos em casa, pois, desse jeito, não será a banca que irá ganhar.

Ao mencionar isso, a alegria desta semana já está garantida. Quando o time, diretoria, comissão e torcica se unem, esqueça. Claro, sempre com muita humildade, contudo, para vencer aqui, vai ter que lutar muito, porque o Vitória é colossal.

Avante, meu Leão!


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Brener Pereira
Brener Pereira
Professor, educador e apaixonado pelo Esporte Clube Vitória.

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