Revolta é o que nos define hoje. Na verdade, desde ontem, quando vimos a cena de quarta-feira se repetir sem que nada fosse feito. O cenário é mais do que lamentável; é asqueroso.
Pensei, sinceramente, em não produzir este texto hoje, porque o contexto é tão revoltante que chega a paralisar. Não há palavras — e não é clichê — para descrever a raiva que esses irresponsáveis nos fazem passar.
Temos um time com inúmeras limitações e desafios, e, aos trancos e barrancos, vamos sobrevivendo nessa selva de pedra que é o Campeonato Brasileiro. Como se não bastasse, em um curto intervalo, fomos assaltados “na cara dura”.
Não há espaço para falar de jogo hoje. A derrota, infelizmente, foi o que menos doeu. A raiva é alimentada quando, de maneira injusta, sofremos aquele gol nos acréscimos. Ver a comemoração efusiva do adversário e sentir a impotência tomar conta é um sentimento amargo.
Para você que está tirando sarro, principalmente os senhores e senhoras da região Norte/Nordeste, preparem-se, porque se não chegou, a sua hora irá chegar. Não desejo que aconteça, mas é questão de tempo. Sugiro, inclusive, que mude a atitude, mas quem sou eu, né?
Parabéns, arbitragem, CBF etc. vocês estão conseguindo reativar algo que recentemente fez sucesso e estava estremecido: a união entre a torcida e a diretoria. Parabéns, de fato, ao presidente pelo posicionamento que me representou como torcedor, e aos atletas que se manifestaram de maneira adequada.
Se é para ser assim, que seja. Aguardem as cenas dos próximos capítulos, mas respeitem o Esporte Clube Vitória.
Avante, meu Leão!

