sso, viramos. E aos 45 do segundo tempo, tomamos um empate. O tão esperado resultado fora de casa nunca esteve tão próximo. Foi como tentar pegar fumaça. Foi como tentar pegar fumaça com as mãos.
Os deuses do futebol estão segurando o máximo para não ficarmos empolgados ao extremo. Não é possível. Não havia contexto mais favorável para os primeiros três pontos longe do Barradão. O Fluminense em terceiro, mas vindo mal; virada no segundo tempo e uma partida, até certo ponto, equilibrada.
Estávamos subindo para a sétima colocação, e com um jogo a menos. Porém, puxaram nosso pé. Começamos a partida fazendo o que pedíamos há muito tempo: controlando o jogo. Meio de campo jogando bem, zaga sem sofrer como outrora; no entanto, ainda faltava arriscar lá na frente.
Levamos um gol de segunda bola, mas mantivemos a esperança do empate — que foi sendo deixada de lado no início do segundo tempo, pois o adversário voltou melhor. Entretanto, aos 17, após pênalti sofrido pela grata surpresa Cândido, Kayser bateu bem e empatou.
Foi aí que todos os santos nos colocaram no caminho da vitória. Renê, que vinha fazendo uma partida “marromenos”, chamou a responsa e fez um belo gol, driblando os zagueiros e chutando de esquerda, no contrapé de Fábio, que não pôde fazer nada.
Aí veio a tensão, mas em um jogo dos sonhos. Transição forte. Só que ela só é interessante quando as peças correspondem. Como não matamos o jogo, após uma sequência de erros na mesma jogada, o atacante deles tocou por cima na saída errada do Arcanjo. Ele costuma nos salvar, mas, dessa vez, infelizmente, “bufou na farofa”.
Na sequência, o jogo ficou maluco. Mesmo assim, tivemos a oportunidade de fazer o terceiro. Contudo, não sei o que houve: nosso volante parece que preferiu fechar os olhos e se imaginar herói ao chutar para o gol, sem ângulo, uma bola que era só rolar para o Renzo. Sinceramente, não entendi. Qualquer um faria o óbvio.
Foi triste. O desenho estava pronto e bonito no papel. A vitória estava ali, mas não foi dessa vez que conseguimos por falta de, quem sabe, mais concentração. Só faltavam os acréscimos. Foi como tentar pegar fumaça.
Avante, meu Leão!

